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Açores receberam conferência europeia sobre desafios e potencialidades dos territórios rurais - AMPV

Açores receberam conferência europeia sobre desafios e potencialidades dos territórios rurais

Entre 7 e 13 de abril, cerca de quatro dezenas de participantes de Portugal, Espanha, França, Itália e Grécia debateram as potencialidades e desafios dos territórios rurais e a importância da vitivinicultura e enoturismo para valorizar as zonas de baixa densidade populacional e combater o êxodo rural.


Este ciclo de quatro conferências passou pelas ilhas Terceira, Faial, Pico e São Jorge e realizou-se no âmbito do projeto In Rural Connect, tendo sido promovido pelas associações In Rural Europe e Iter Vitis – Os Caminhos da Vinha, em parceria com a AMPV – Associação dos Municípios Portugueses do Vinho, ARVP – Associação das Rotas dos Vinhos de Portugal e RECEVIN – Rede Europeia das Cidades do Vinho.
O presidente do Governo Regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, marcou presença no encerramento da conferência europeia, no dia 11, no Auditório da Biblioteca da Madalena do Pico, e assinalou a potencialidade dos territórios rurais, nomeadamente os ligados à economia do vinho, “na consistência de uma sustentabilidade ambiental, económica e social”. José Manuel Bolieiro valorizou ainda a evolução do prestígio e da qualidade dos vinhos dos Açores, em concreto do Pico, destacando ainda a “narrativa do valor da geografia, da ruralidade” e a “relação positiva com a natureza”.
“Temos uma estratégia política de desenvolvimento dos Açores como destino turístico que passa pela sustentabilidade. Aqui no Pico, temos vinho único no mundo: o que se faz aqui não se pode fazer em mais lado nenhum”, concretizou.
Luís Encarnação, presidente da AMPV, não tem dúvidas de que o as atividades da vitivinicultura e do enoturismo podem ajudar a combater êxodo rural e contribuir para ficar pessoas nestas zonas menos povoadas. “Na AMPV vemos a cultura do vinho e o enoturismo como importantes ferramentas para fixar pessoas nestes territórios e os desenvolver. ”, reforçou o presidente da AMPV. A associação tem neste momento cerca de 140 municípios associados estando perto de atingir o objetivo dos 50% do total dos municípios portugueses, sendo a segunda maior associação de municípios de Portugal, a seguir à própria Associação Nacional de Municípios Portugueses.

Conferência “Rede Europeia dos Museus do Vinho”

Artur Lima, vice-presidente do Governo Regional dos Açores, abriu no dia 8 de abril, na Praia da Vitória, ilha Terceira, o ciclo de conferências. Artur Lima traçou um cenário muito animador da evolução da vitivinicultura nos Açores: a área de vinha reestruturada com aptidão a vinho certificado quadruplicou, proporcionando um aumento do vinho produzido, do número de produtores, de marcas e referências comerciais no mercado.
“Entre 2020 e 2023, o número de operadores económicos passou de 22 para 36, nas ilhas do Pico, Terceira, Graciosa e Santa Maria. Ao nível das marcas comerciais, de 2020 para 2023 deu-se igualmente uma crescente evolução no setor vitivinícola, passando de 35 para 70 marcas. Estes são resultados que nos animam e que robustecem as nossas zonas rurais no que à vinha diz respeito, exigindo, no entanto, a continuação de um trabalho de proximidade e de acompanhamento para tornar ainda mais sustentável este setor”, reforçou o vice-presidente do Governo Regional dos Açores, acrescentando que “hoje, a produção vitivinícola na ilha Terceira não vive os tempos de outrora. Mas, sobretudo a resiliência e empenho de vários produtores, da Adega Cooperativa e da Confraria do Vinho Verdelho, são sinais de enorme importância, que nos garantem que esta cultura tem o seu futuro assegurado. Torna-se, portanto, essencial – estratégico até – que as entidades públicas, nos mais variados níveis e capacidades, continuem a garantir os devidos apoios para que esta cultura continue a consolidar-se como um setor produtivo que não só possibilita algum rendimento, como contribui decisivamente para a preservação da paisagem, a oferta turística e a valorização do território”.
Intervieram ainda na sessão de abertura desta primeira conferência Vânia Ferreira, presidente da Câmara da Praia da Vitória, Fátima Amorim, vereadora da Câmara de Angra do Heroísmo e presidente da GRATER, e Luís Encarnação, presidente da AMPV. A mesa redonda “Rede Europeia dos Museus do Vinho” foi coordenada por Fernando Seara, coordenador da Rede de Museus do Vinho e Diretor do Museu do Douro, e teve como oradores José Aurélio Almeida e Francisco Maduro-Dias, da Confraria do Vinho Verdelho dos Biscoitos.
Contou ainda com apresentações de Anabela Caeiro, secretária geral da RECEVIN, e dos representantes do projeto In Rural Europe: Maria Angela Premoli (Itália), Vasso Tzintziou (Grécia), Manuel Bautista Mora (Espanha), Stephanie Court Fortune (França), e Filomena Pinheiro, vice-presidente da Câmara da Mealhada.
Seguiu-se uma visita ao Museu do Vinho dos Biscoitos, à sede da Confraria do Vinho Verdelho dos Biscoitos e às vinhas dos Biscoitos. No dia anterior, 7 de abril, a comitiva foi recebida na Câmara Municipal de Angra do Heroísmo pelo presidente José Álamo Meneses e feito uma visita guiada pela cidade, classificada como Património Mundial da UNESCO desde 1983.

Conferência “Gastronomia e Vinho, Porque Ninguém é Feliz Sozinho”

Esta conferência decorreu na Horta, ilha do Faial, no dia 9 de abril. Na sessão de abertura, o presidente da Câmara da Horta, Carlos Ferreira, referiu que existe no Faial “condições para a produção industrial de vinho, sobretudo das castas autóctones açorianas – Arinto dos Açores, Verdelho e Terrantez do Pico – dando assim seguimento à tradição popular da produção de vinho para consumo familiar”. Carlos Ferreira referiu ainda que a ruralidade da ilha, aliada ao seu caráter cosmopolita, faz da agropecuária e do turismo atividades de elevada relevância na ilha do Faial, abrindo espaço para “dar as boas-vindas ao enoturismo sustentável”.
“Constituindo uma das ilhas do Triângulo, o Faial procura também promover e valorizar a oferta enoturística, posicionando-a num contexto regional, nacional e europeu onde as potencialidades e desafios que se colocam aos territórios rurais, sobretudo com influência atlântica, são indiscutivelmente prioritários para a promoção e valorização dos Açores, enquanto “Destino de enoturismo Sustentável”, reiterou.
Jorge Sampaio, presidente da Associação das Rotas dos Vinhos de Portugal, baseando-se num estudo da Organização Mundial do Turismo, demonstrou como “a gastronomia e o vinho são decisivos para a escolha do destino” e como marcam a diferenciação dos territórios.
A mesa redonda foi coordenada por Amilcar Malhó e contou com a presença de António Cavaco, da Federação das Confrarias Gastronómicas de Portugal, José Almeida, da Confraria do Vinho Verdelho dos Biscoitos, e Cinzia Caiazzo, da Adega do Vulcão.

Conferências “Cultura do Vinho”

O Auditório da Biblioteca da Madalena, na ilha do Pico, recebeu as duas últimas conferências, sobre a Cultura do Vinho. Na sessão de abertura da primeira conferência, no dia 10, participaram Cláudio Lopes, em representação do Secretário Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, Catarina Manito, presidente da Câmara da Madalena do Pico, Luís Filipe Silva, presidente da Câmara de São Roque do Pico, Manuel Santos Pimentel, vice-presidente Câmara das Lajes do Pico e Luís Encarnação, presidente da AMPV.
Jorge Sampaio, presidente da Associação das Rotas dos Vinhos de Portugal, foi o primeiro orador desta conferência e apresentou várias reflexões sobre a importância da paisagem para o turismo e a importância da estruturação da oferta enoturística, designadamente através das rotas do vinho. Sónia Borges apresentou o trabalho desenvolvido pela Adeliaçor, Vasco Paulos apresentou a CVR Açores, Emanuela Panke, presidente da Iter Vitis, participou na conferência através de um vídeo, e José Arruda, secretário geral da AMPV e vice-presidente da Iter Vitis, aproveitou o encerramento da conferência para homenagear Manuel Goulart Serpa com o título de “Embaixador AMPV”, pelo contributo relevante que tem dado à promoção e valorização da cultura do vinho, mais especificamente na ilha do Pico.
No dia 11, continuou-se a abordar os temas da ruralidade, do turismo e da cultura da vinha. José Toste, da Açores DMO e coordenador do projeto Rotas Açores, apresentou o projeto das Rotas dos Açores e Joana Borges Coutinho, em representação do Município de Vila do Porto, apresentou o projeto de valorização e recuperação da cultura da vinha na ilha de Santa Maria. No segundo painel foram abordados os temas dos projetos europeus, linhas de financiamento e os jovens no contexto europeu, com Eládio Braga, Diretor Regional da Juventude, Rogério Martins, da Direção Regional dos Assuntos Europeus e Cooperação Externa, Sona Arevshatyan, coordenadora do projeto ERASMUS+, e Anabela Caeiro, da ADRAL — Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo.
Na ilha do Pico, a comitiva visitou o Museu do Vinho do Pico, a adega Azores Wine Company, o produtor Lucas Lopes Amaral e a Cooperativa Vitivinícola da Ilha do Pico.

Visita à Ilha de São Jorge

O programa desta conferência incluiu ainda uma receção na Câmara Municipal das Velas, na ilha de São Jorge, pelo presidente Luís Silveira, seguida de visita ao Arquivo Municipal, a alguns dos pontos mais atrativos da ilha e à União de Cooperativas Agrícolas de Lacticínios de São Jorge. O encontro culminou com uma prova de queijos de São Jorge harmonizada com vinho Czar 2014, na Casa Museu Cunha da Silveira.

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